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Um estudo inédito da Afferolab, consultoria especializada em aprendizagem corporativa, revela um gargalo que está atrasando a transformação digital no Brasil: apenas 16,7% dos executivos já criaram ou configuraram um agente de IA dentro de suas empresas.

Em meio à corrida por eficiência, inovação e redução de custos, o dado expõe um problema crescente: as lideranças falam sobre IA, mas poucas sabem transformar tecnologia em resultado.


Do discurso à prática: onde a transformação trava

Segundo o relatório SkillShot #1:

🔹 68% dos líderes conhecem ferramentas de IA, mas não aplicam.
🔹 11% conseguem planejar projetos, mas não executam.
🔹 Apenas 1 em cada 3 empresas percebe ganhos mensuráveis com IA.

Ou seja: não falta informação — falta operação.

“Treinar um agente inteligente exige entender a própria lógica de decisão”, explica Alessandra Lotufo, Managing Director da Afferolab.

Muitos líderes não conseguem traduzir seus processos, critérios e prioridades em orientações claras para uma máquina. Resultado: a IA não escala o que é bom — ela amplifica o caos.


A IA espelha o humano — inclusive seus vieses

O levantamento indica que as empresas vivem um presente desorganizado: dados fragmentados, processos pouco integrados e decisões tomadas mais por instinto do que por método.

“A IA não conserta o caos; ela o amplifica”, afirma Lotufo.
Automatizar sem arrumar a casa significa escalar os próprios erros.


Surge um novo soft skill: Maturidade Algorítmica

O estudo destaca uma competência que deve dominar o mercado nos próximos anos:

Maturidade Algorítmica
A habilidade de treinar, supervisionar e alinhar sistemas inteligentes à cultura e aos valores da organização.

Sem isso, um agente autônomo pode se tornar um risco — operacional, ético e até reputacional.

Segundo a Harvard Business Review, até 2027:

🧩 80% das grandes empresas terão políticas formais de ética em IA.

Liderar pessoas segue essencial. Mas, agora, também é preciso liderar algoritmos.


O medo de perder controle ainda é o maior bloqueio

O estudo revela um dilema cultural:

50% dos líderes têm receio de usar IA para avaliar desempenho humano.
✔️ 80% não veem problema em usar automação para definir bônus.

O contraste denuncia um receio de perder influência sobre temas subjetivos — como empatia, contexto e interpretação.

Lotufo resume:

“Automatizar sem propósito é escalar o vazio.”


O novo mercado de trabalho: de cargos para skills

O SkillShot #1 confirma uma transição global: o valor profissional deixa de ser sobre função e passa a ser sobre capacidade de gerar resultado com tecnologia.

Dados do LinkedIn Future of Work Report 2025 mostram:

📈 A demanda por profissionais com IA aplicada ao negócio cresceu 420% em 12 meses.

O profissional do futuro precisa conseguir:

🔹 dialogar com sistemas inteligentes
🔹 validar decisões algorítmicas
🔹 ensinar a máquina a refletir os valores da empresa


IA não substitui líderes — apenas torna visível quem não evolui

A mensagem central do estudo é clara:

A transformação digital não depende de adotar IA, e sim de aprender a operar com ela.

A IA amplifica o que está organizado, mas também expõe incoerências humanas, conflitos culturais e decisões pouco estruturadas.


O líder da próxima década: humano por essência, algorítmico por competência

O futuro da gestão será híbrido:

🎯 Sensibilidade humana + inteligência algorítmica
🎯 Cultura traduzida em lógica de decisão
🎯 Propósito transformado em código

Mas, por enquanto, a maioria ainda não começou.

📌 Apenas 16% estão prontos para treinar a IA — antes que ela treine o mercado.


Por que isso importa?

Porque maturidade algorítmica é o novo diferencial competitivo.

Quem aprende a treinar agentes de IA:

🚀 aumenta eficiência
🚀 reduz erros operacionais
🚀 acelera inovação
🚀 constrói vantagem desleal no mercado

O futuro não será dominado por quem sabe falar de IA.
Será dominado por quem sabe operá-la com consciência, coerência e propósito.