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A Cloudflare — empresa responsável por proteger cerca de 20% de todos os sites do mundo — enfrentou, entre 17 e 18 de novembro, sua pior queda desde 2019. O resultado foi um apagão global que deixou instáveis serviços como X, ChatGPT, Spotify, Discord, Canva, Perplexity, League of Legends e até o próprio DownDetector.

Mas, ao contrário do que muitos imaginaram, não foi ataque hacker.

⚠️ O que realmente aconteceu?

Segundo o CEO Matthew Prince, tudo começou às 11h20 UTC com um erro interno de banco de dados.
Uma alteração rotineira de permissões no ClickHouse fez um arquivo crítico dobrar de tamanho, ultrapassando limites configurados no sistema. Isso afetou diretamente o mecanismo de Gerenciamento de Bots da Cloudflare e desencadeou falhas em cascata.

A falha criou um loop:

  • o arquivo corrompido se regenerava a cada 5 minutos

  • a rede tentava se recuperar

  • e colapsava novamente

Esse ciclo durou cerca de três horas, gerando erros 5xx no mundo inteiro. Inicialmente, a equipe até suspeitou de um ataque DDoS massivo.

📉 O impacto global

O DownDetector registrou mais de 11 mil alertas simultâneos no pico da crise.
Até a página de status da Cloudflare saiu do ar, alimentando ainda mais especulações.

A normalização parcial ocorreu às 14h30 UTC, e a restauração completa às 17h06 UTC.

🛠️ O que a Cloudflare prometeu mudar?

Matthew Prince pediu desculpas públicas e afirmou que interrupções desse tipo são “inaceitáveis”. A empresa anunciou medidas como:

  • Limites mais rígidos para arquivos críticos

  • Mecanismos globais de desligamento seguro

  • Revisão profunda dos modos de falha

🌍 Um alerta para toda a internet

A queda da Cloudflare chega em um momento frágil da infraestrutura global — AWS e Azure também enfrentaram incidentes recentes. A pergunta que fica é:
estamos confiando demais em poucas empresas para manter a internet funcionando?

Quando um gigante falha, o mundo inteiro sente.