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As ações do SoftBank despencaram até 10% nesta quarta-feira (6). Motivo? O grupo japonês decidiu vender tudo o que ainda tinha da Nvidia — um pacote bilionário de US$ 5,83 bilhões — e realocar o dinheiro em um investimento ainda maior: US$ 22,5 bilhões na OpenAI, dona do ChatGPT, segundo fontes da CNBC.

O mercado não esperava esse movimento. O susto foi tão grande que, mesmo após o ajuste, as ações do SoftBank ainda fecharam em queda superior a 6%.

No relatório de resultados, a empresa revelou que vendeu 32,1 milhões de ações da Nvidia em outubro e também reduziu sua fatia na T-Mobile, somando US$ 9,17 bilhões levantados.
A justificativa oficial veio do CFO, Yoshimitsu Goto:
“Queremos gerar novas oportunidades de investimento para os acionistas, sem enfraquecer nossa posição financeira.”

Não é a primeira dança entre SoftBank e Nvidia. Lá em 2017, o Vision Fund apostou US$ 4 bilhões na fabricante de chips — e saiu totalmente do investimento em 2019.
Agora, porém, o jogo é outro.

O grupo está fazendo uma guinada estratégica clara: sair da corrida pelo chip e mergulhar de cabeça na inteligência artificial generativa, onde a OpenAI é hoje o grande polo de inovação (e de disputa global).

Analistas enxergam a jogada como um movimento de força, não de fraqueza.
“É um sinal de alta, não de baixa. O SoftBank está dobrando a aposta na IA”, diz Dan Ives, da Wedbush Securities.

Mesmo mirando software e modelos avançados de IA, o SoftBank não virou as costas para o hardware. A Arm Holdings, empresa britânica de design de chips controlada pelo grupo, segue no centro do tabuleiro. Segundo Rolf Bulk, da New Street Research, novos chips voltados para IA e dispositivos móveis continuam sendo desenvolvidos em parceria com a Arm.

A decisão repercutiu imediatamente no mercado asiático de tecnologia:
Advantest e Tokyo Electron caíram mais de 2%
TSMC recuou 0,34%
SK Hynix perdeu 1,62%

No fim das contas, o recado do SoftBank é cristalino:

A corrida da IA mudou.
Quem liderar não será quem fabrica os chips — mas quem controla a mente da revolução.

E o SoftBank escolheu seu lado.